segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

É Pouco

Quando eu crescer quero viver em uma pequena cidade chamada Pouco. É um lugar não muito distante, de fácil acesso e com beleza tão peculiar que apenas alguns conseguem captá-la. Em Pouco não existe acúmulo, nem ganância, muito menos hierarquia. Em contrapartida há fartura de sorrisos, altruísmo e bom senso.
Sem sucesso tentaram implementar o dinheiro em Pouco, mas foi motivo de piada, pois ninguém via sentido em credibilizar papéis. Os Pouquenses têm um supermercado verde no quintal de casa e durante o café da tarde, trocam mercadorias de acordo com suas necessidades.
As pessoas que ali habitam exercitam diariamente atividades que são cruciais para o bem-estar. Algumas vezes por semana costumam caminhar na praia do Desapego, dissipando qualquer vestígio de tristeza em gotas suavemente salgadas. A igreja de Pouco é um porto com muitos barcos sem dono. Quando cada um necessita de elevação espiritual, desatraca do trapiche e se deixa levar pelas ondas, voltando sempre com os últimos raios de sol...
A escola é itinerante e é comum os professores trocarem de lugar com seus alunos. Todos gostam de frequentar aulas que acontecem em diferentes cenários ao longo da semana. O saber é provocado nos alunos e eles se deixam levar pela curiosidade do conhecimento.
A grande vantagem de morar em Pouco é que as almas, de diferentes formas, encontram a felicidade em cada pequeno detalhe do espaço. Tudo está de forma suficiente ao alcance de todos e isso basta para viver bem.


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