domingo, 22 de setembro de 2013

Mente só

Todo mundo foi embora.
O amigo ainda não chegou ao bar.
Não respondem minhas mensagens.
A internet caiu!!!
E agora, o que vou fazer só comigo?
É incrivelmente paradoxal a maneira como muitos se sentem sufocados pela própria companhia. A solidão efêmera ou duradoura causando inquietação, insegurança, ansiedade... Como se o eu de cada um estivesse diluído no nós, tal como partículas de sal imersas num corpo d’água: para sempre homogêneas. E quantos prejuízos resultam da falta de autoconhecimento!
A  massa ruidosa, dentro da qual estamos inseridos, rouba a atenção de nós mesmos, transformando pessoas em reféns de coisas e pessoas.
Divulgando/divagando: olhar para si permite descobrir qualidades soterradas por prioridades falhas; encontrar defeitos até então despercebidos por uma autoconfiança distorcida. Em um encontro consigo é possível interpretar esse quebra cabeça desconexo, com número impreciso de peças, mas coerente à medida que se prossegue o tempo dedicado.
São tantos os mundos a serem prospectados no subconsciente, tantas respostas de perguntas que buscamos em projeções de pessoas igualmente perdidas, tantos medos e aflições que sequer existem de fato...
Descobrir os prazeres da sua própria companhia ajuda a melhor conviver com os tão falados outros, além de aguçar a percepção de sinais indicadores de soluções.
E é isso, aventurar-se dentro de si pode te surpreender. Por você, pratique a solidão!

Sábio solitário "insularis"

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